quarta-feira, 24 de julho de 2013

Sport Clube Bilheira conquista o titulo nos pênaltis.




Familiares
 Em um jogo bastante movimentado na tarde do último sábado (13), no estádio Clovis Pereira Cunha, após empatar em 1 x 1 com Maguary a decisão foi para os pênaltis, o goleiro João Neto da equipe do Sport Clube Bilheira cresceu e garantiu o titulo para a equipe Bilheirense.
Apoio: Restaurante Central ( Bá e Sônia), Socorrinha Brasileiro. 

domingo, 21 de julho de 2013

A História de Taperuaba




NOSSA SENHORA DO PERPÉTUO SOCORRO

DIA 29 DE JUNHO - NA HISTÓRIA DE TAPERUABA.

HOJE, DIA 29 DE JUNHO - NA HISTÓRIA DE TAPERUABA.

29 de junho de 1951 - Domingo. Nessa data foi inaugurada a Gruta de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Texto de Orane Cunha (com pequenas adaptações), do livro “A Santa Peregrina”. “Chegou o tão esperado dia. Tudo pronto, a imagem de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro já se encontrava na capela de Nossa Senhora do Carmo, em Santa Maria. O povo estava preparado espiritualmente para participar da grande festividade religiosa, que com certeza marcaria a sua história: a inauguração de sua primeira gruta. Numa manhã clara, de céu azul e bonito, de 29 de junho de 1951. Santa Maria com sua gente acordara com o despontar da aurora e com o cântico mavioso dos pássaros, louvando o novo dia, a Deus e a Virgem Maria, Sua Criação Divina. A maioria de seus habitantes e das adjacências dirigiram-se à capela, de onde sairia a procissão, levando a Imagem da Santa a sua morada real, a Gruta. As sete e meia, o povo já enfileirado, junto à imagem de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, num andor bem ornamentado com flores e belos arranjos de artífices, feitos por mãos das artesãs da terra, era conduzida por homens da comunidade local, que durante o percurso se revezariam.
A frente da procissão ia Pe. Otalício paramentado com vestimentas apropriadas para celebrar o esperado evento que naquele momento já se iniciara. O grande cortejo se deslocava com passos lentos e corações sorridentes. Orações eram feitas e hinos eram cantados por todos, inclusive por mim, com vibração e fé, onde também se cantava o hino de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro... A romaria começou no dia seguinte.
A via de acesso que levava à gruta ficava em frente à fazenda Santa Maria, minha residência, o que me permitia ver o grande número de pessoas que para lá se deslocavam, quase diariamente, sobretudo aos domingos, o que começava cedo da manhã.
O meu olhar infantil com animação acompanhava a passagem dos peregrinos e, cá no imo, vaidosa me sentia e dizia: Como é bom ser vizinha de Maria! A cada dia a gruta de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro se tornava mais conhecida e visitada e, em Santa Maria, várias crianças eram batizadas por Maria do Socorro. Durante os festejos, a participação religiosa, indubitavelmente, crescia. Nesse clima de presença viva, de veneração e vaidade, num bom sentido, vivia aquele ambiente santo. Com suas peculiaridades, transmitia aos seus visitantes graças e serenidade, enchendo-os de esperanças calorosas, o que contrastava com as paredes frias da gruta, estas, presenteadas pela natureza em sua primazia.
A vida de minha gente, em Santa Maria, continuava serena; conservava-se o mesmo ar fraternal, sem ativismo e consumismo, coisas trazidas pelo progresso, o qual sem expressividade, por lá ainda se arrastava. Foi nesse período de serenidade e graça que Pe. Otalício recebeu do bispo Dom José o comunicado de sua transferência para a paróquia de Reriutaba, vindo acontecer no dia 31 de dezembro de 1952.... Veio então a despedida.
O povo de Santa Maria ficou triste com a saída do seu vigário, tanto pela ausência do seu bom convívio como pela sua dedicação e desenvoltura nas tarefas religiosas, nas quais era assessorado por este homem piedoso disponível: Sr. Francisco Neves de Souza, in memoriam. Assessoravam-no também o trio bonito e exemplar das filhas de Maria: Dalila Magalhães, in memoriam, Ritinha Pereira e Odete Neves; as duas últimas tornaram-se, mais tarde, religiosas. Quero ressaltar ainda que, além da gruta, Pe. Otalício finalizou a obra da capela de Nossa Sra. do Carmo, reconstruída por Pe. Leitão na década de quarenta. Construiu, com o povo, a Casa Paroquial, que teve como administrador da obra o Prof. João de Deus do Nascimento, in memoriam.
Nessa empreitada, Pe. Otalício usou como forma de pagamento dos operários os gêneros alimentícios que recebia do governo para serem distribuídos entre a pobreza local. A citada obra foi concluída pelo padre que o sucedeu. No período da construção da Casa Paroquial, no ano de 1952, aconteceu um fato inédito, até chocante para a época, o qual um dia pretendo trazer a baila em forma poética.
Veremos Antes da construção da referida casa, nosso vigário, em suas visitas pastorais a Santa Maria, hospedava-se numa das casas do Sr. Francisco Neves, situada à rua que hoje leva seu nome. Dentro desse contexto de ações operantes, Pe. Otalício, com espírito animador, com esse mesmo povo promovia festividades simples e prazerosas como quermesses, leilões, e formava partidos, com o intuito de angariar fundos para manter as despesas paroquiais. Apesar da pouca idade, lembro-me bem dos nomes dos partidos: Verde e Azul, com disputa acirrada entre membros da comunidade local....”.

Romaria de Taperuaba